Biografia

Presidente da Câmara dos Deputados

Durante a gestão de Aldo Rebelo, a Câmara dos Deputados aprovou leis fundamentais como a do Fundeb, o fundo da Educação Básica; a do microcrédito e a Lei geral da micro e pequena empresa; a lei Maria da Penha; a lei de incentivo ao biodiesel; a lei de biossegurança, da qual Aldo havia sido relator; a lei dos consórcios públicos.

Também foram aprovados o fim do voto secreto e o fim do pagamento da convocação extraordinária dos deputados.

Aldo Rebelo visitou quase todos os estados brasileiros e muitos deles receberam, pela primeira vez, um chefe do Poder Legislativo federal.

No dia 12 de novembro de 2006, assumiu interinamente a presidência da República – o presidente da Câmara é o terceiro cargo na linha sucessória do Executivo. Nesse dia, proferiu palestra sobre “O papel de São Paulo na formação econômica e cultural do Brasil”, na Fundação Mário Covas, em São Paulo. De volta a Brasília, entregou a medalha de mérito desportivo para o maratonista Marilson Gomes dos Santos, o primeiro atleta sulamericano a vencer a maratona de Nova Iorque.

Esteve à frente da Presidência da Câmara de 28 de setembro de 2005 a 31 de janeiro de 2007. Confira trecho de seu discurso de posse:

Assumo a responsabilidade como a reafirmação do voto de confiança no meu País, que aprendi a amar, a prezar, a respeitar e a defender nos bancos escolares de Viçosa, quando precisava subir numa carteira, em meu curso primário, para melhor perceber no mapa as dimensões da nossa Pátria.

Pátria que conheço de Santana do Livramento, lá no extremo sul, até Pacaraima, no BV-8, fronteira de Roraima com a Venezuela; que conheço de Ponta Seixas, Cabo Branco, na nossa querida João Pessoa, Estado da Paraíba, até Tabatinga, na fronteira do Brasil com o Peru e a Colômbia.

País pelo qual tenho não apenas amor, mas em cujo povo também tenho confiança, com otimismo crítico, por sua capacidade. Reconheço as virtudes, as qualidades da grande civilização que portugueses, indígenas e africanos começaram a criar nestes trópicos da América do Sul. Qualidades e virtudes representadas nesta Casa.

Mas também reconheço as deformações, as desigualdades e os desequilíbrios da nossa sociedade. Daí a importância desta Casa, daí a importância da democracia.  Mas não existirá democracia profunda, verdadeira e sólida no Brasil, se o Poder Legislativo é frágil, se a Câmara dos Deputados não tem a confiança absoluta da sociedade.

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