Biografia

A CPI da CBF/Nike

Aldo Rebelo criou e presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito que apurou irregularidades no contrato celebrado entre a CBF – Confederação Brasileira de Futebol e a Nike (2000 – 2001). O contrato representava o cenário do futebol brasileiro à época, com interesses comerciais e econômicos acima dos interesses do esporte símbolo do Brasil, o futebol.

“Das cenas de tristeza e revolta pela derrota do Brasil na Copa da França, uma me impressionou em particular. Era a foto de um estudante com um cartaz onde desenhara a Bandeira do Brasil. No lugar da frase “Ordem e Progresso” ele escreveu: “Nike”. Abaixo, o grito de repulsa: “Nossa bandeira agora é esta”. O estudante levou seu protesto para o aeroporto do Rio, na hora em que o presidente da CBF desembarcava com a taça de vice-campeão. Um segurança do sr. Ricardo Teixeira destruiu o cartaz” – declaração de Aldo Rebelo no relatório final da CPI (2001).

A CPI colheu 125 depoimentos. Além do contrato entre CBF, Nike e Traffic, apurou as relações entre a CBF e as Federações, nas quais os recursos não serviam aos atletas e ao futebol. Investigou o tráfico de menores para o exterior e a falsificação de documentos de identidade e de passaportes que suportavam o esquema. Apurou doações irregulares dos mandatários do futebol a políticos.

Alguns resultados do trabalho da CPI:

  • indiciamentos dos envolvidos nos escândalos apurados nos contratos e nas Federações;
  • indicação de afastamento imediato dos dirigentes da CBF;
  • recomendações ao Executivo sobre vigilância nas fronteiras visando coibir tráfico de menores;
  • o projeto do Estatuto do Desporto.

O livro de Aldo Rebelo e do relator da CPI, Sílvio Torres, sobre o trabalho da Comissão, foi censurado em 2002. Sua distribuição foi autorizada pela Justiça 14 anos depois.

Veja aqui o relatório final da CPI da CBF/Nike

O livro – publicado em 2001, censurado em 2002, liberado 14 anos depois

 

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