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Aldo Rebelo assume Casa Civil do governo de São Paulo

Aldo Rebelo é o novo secretário-chefe da Casa Civil do governo do Estado de São Paulo. A cerimônia de posse ocorreu no Palácio dos Bandeirantes, no dia 22 de agosto de 2018, com a presença do governador Márcio França, de todos os secretários de Estado e de mais de 800 convidados.

DISCURSO NA ÍNTEGRA

Agradeço a presença de todos os amigos e amigas – muitas vezes, são esses amigos e essas amigas que nos motivam para os desafios e para os momentos de realizações que se apresentam diante de nossa vida.

Minhas senhoras e meus senhores, prezado governador Márcio França, reúno nesse momento a emoção, a honra e a alegria de me inscrever como servidor do Estado de São Paulo no poder Executivo, já que fui servidor por seis mandatos como deputado federal, representando o povo de São Paulo.

Essa alegria é acrescentada e motivada pela relação de amizade, de respeito, de confiança, de admiração e de carinho que sempre presidiu as relações pessoais e políticas com Vossa Excelência, e me motiva saber que esse glorioso Estado de São Paulo, que esse berço de uma civilização única no mundo e no Brasil, é conduzido nesse momento por um homem, por um líder talhado  para compreender os grandes desafios de São Paulo como parte dos desafios do Brasil.

É sabido que nosso País vive um momento de encruzilhada, momento de dificuldades, eu diria até que de certa desorientação sobre os rumos, as prioridades, sobre o que é determinante para a remoção dos obstáculos ao nosso desenvolvimento, à redução das desigualdades e à consolidação da democracia.

E São Paulo tem um papel decisivo na determinação dos rumos do Brasil. Sem São Paulo, o Brasil enfrenta um obstáculo intransponível para superar os desafios ao seu crescimento, para superar o desafio da construção de uma sociedade mais solidária, socialmente mais equilibrada, de uma sociedade mais democrática e mais tolerante. E por que sem São Paulo o Brasil enfrentaria dificuldades intransponíveis?

Porque São Paulo foi exatamente o berço, a origem da superação desses três desafios – o desafio do crescimento; o desafio da redução das desigualdades; o desafio da consolidação da democracia.

São Paulo foi o estado que liderou o crescimento do Brasil nos momentos mais importantes de sua história econômica, desde o ciclo do café; da primeira industrialização, na virada do século IXX para século XX; da segunda industrialização, liderada por Roberto Simonsen nos anos 30, 40 e 50, São Paulo liderou o Brasil num projeto de crescimento, de desenvolvimento.

São Paulo liderou o Brasil num projeto de redução das desigualdades, na construção de uma sociedade mais equilibrada. Foi São Paulo que promoveu a luta pela Independência com a figura do maior de todos os brasileiros, José Bonifácio de Andrada e Silva. São Paulo que ajudou a construir a luta pela abolição. São Paulo que foi sustentáculo da República e da consolidação da República. São Paulo que deu início à construção do ensino público e da escola pública no Brasil. São Paulo que foi berço das lutas dos operários em defesa dos direitos dos trabalhadores, da primeira grande greve  do Brasil, em 1917. São Paulo que foi palco desse movimento operário que lutou para construir um Brasil socialmente mais equilibrado.

São Paulo também lidera a luta pela redução das desigualdades. São Paulo é berço da luta pela democracia, desde os Bandeirantes, que construíram aqui uma sociedade independente dos ditames de Lisboa, do Vaticano. Neste Estado foram construídas as primeiras câmaras municipais do Brasil, em São Vicente, São Paulo e Santo André da Borda do Campo, ou seja, a  instituição da democracia que nasceu nas câmaras municipais nasceu também em São Paulo e nasceu também por esses brasileiros diferenciados que foram os Bandeirantes, os mamelucos, os filhos das nossas matriarcas, das nossas avós remotas indígenas com os portugueses – Bartira, a princesa índia Guaianá, que é avó remota de tantas famílias paulistas e brasileiras.

Então São Paulo tem esse papel no imaginário do Brasil, e eu fico assim alimentado pelo entusiasmo de ver no governador Márcio França esse sentimento – a partir da sua prefeitura de São Vicente – de promover a memória, a história, a celebração do pionerismo de São Paulo.

Eu sou nordestino das Alagoas, da roça, e sei que olhávamos para São Paulo com otimismo, com confiança, mas não era só um apanágio dos nordestinos olhar para São Paulo com confiança.

O Porto de Santos, quantos milhares de imigrantes recebeu; de desenganados pela fome na Europa ou em outros continentes; de desenganados pelas guerras, pelas tragédias, pela perseguições religiosas; pelas perseguições políticas. Quando a velha Europa se via diante da tragédia política, religiosa ou da natureza eram os portos da América – Nova Iorque, Santos ou Buenos Aires, que se abriam como portos da liberdade, como portos da esperança, como portos do futuro.

É o que nós queremos, senhoras e senhores, e o que me move nesse compromisso do nosso querido governador Márcio França, é que São Paulo hoje – não apenas pelo Porto de Santos, mas por tudo que São Paulo construiu, o primeiro computador; a primeira indústria aeronáutica; a pesquisa nuclear; a pesquisa espacial – é que São Paulo continue sendo esse berço da esperança; da esperança dos trabalhadores por mais emprego; da esperança dos idosos por seus direitos; da esperança da mulheres por seu lugar na sociedade; da esperança da nossa indústria pela volta do crescimento; da esperança da ciência, tecnologia e da pesquisa pela valorização da pesquisa e da ciência como polos de desenvolvimento e da competitividade; berço do esporte; berço da  cultura. Que São Paulo continue sendo a terra que em 400 anos semeou esperança e progresso para o Brasil.

Muito obrigado, governador, pela confiança que deposita nos ombros já frágeis desse seu velho amigo, muito obrigado.

Aldo Rebelo, 22 de agosto de 201822

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